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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como lidar com a nossa hiperconectividade?



Josh Pulman retratou relação de pessoas com seus celulares na série "Somewhere Else"
Quase todas as ruas em quase todas as grandes cidades do mundo estão lotadas de pessoas usando seus celulares, alheias à presença dos outros. É um comportamento que não existia poucas décadas atrás.
Acabamos nos acostumando ao fato de que compartilhar o mesmo espaço físico não significa mais compartilhar da mesma experiência. Onde quer que estejamos, levamos conosco opções muito mais interessantes do que o lugar e o momento que vivemos: amigos, familiares, notícias, imagens, modismos, trabalho e lazer cabem na palma da mão.
Mas como questiona o fotógrafo Josh Pulman, autor do ensaio Somewhere Else(em algum outro lugar, em tradução livre), cujas fotos são exibidas com esta reportagem: "Se duas pessoas estão andando juntas, cada uma prestando atenção a seu telefone, elas estão realmente juntas?"
Faz parte do ser humano ter uma profunda vontade de se conectar. Mas será que esse dom pode nos prejudicar em algum momento? É possível ficar "conectado em excesso"? E o que isso significa para nosso futuro?

A vida por um fio
Desde sua invenção, o telefone tem sido um motor de agitação social e um foco de ansiedade tecnológica. Imagine a cena através dos olhos do século 19, quando as primeiras estruturas de telefonia começaram a ser instaladas: quilômetros e quilômetros de fios pendurados nas laterais das ruas, perfurando todas as casas. As paredes estavam sendo violadas: o santo lar, ligado a uma nova espécie de interação humana.
"Em breve não seremos mais do que gelatinas transparentes", lamentou um jornalista britânico em 1897, temendo a perda da privacidade.
Mas, enquanto os primeiros medos em relação ao telefone podem ter sido exagerados, eles também foram um tanto proféticos. Se no fim do século 19 e durante o século 20 nossa vontade foi de plugar todos os locais de trabalho e lazer em redes, o século 21 emerge com o desejo de uma interconexão de nossas mentes nessa trama.
E estamos começando a sentir os efeitos disso.
Assim como seu antepassado no século 19, o telefone celular nasceu como um símbolo de status para as pessoas afluentes e ocupadas. Com o tempo, o luxo se tornou universal. Passamos a entremear a disponibilidade constante no nosso conceito de espaço público e privado, na nossa linguagem corporal e na etiqueta cotidiana.
Ficar incontactável se tornou a exceção, algo fora deste mundo – mas também uma fonte inesgotável de ansiedades.
E, como a história se repete, a todo momento recebemos alertas sobre possíveis efeitos prejudiciais da comunicação móvel.
Um desses avisos veio com a notícia de que um homem de 31 anos foi recentemente internado para se tratar de um "distúrbio de vício em internet", por causa de seu uso excessivo do smartphone.

Relação normal ou patológica
Casos como esse levantam outras questões: com que frequência suas mãos se mexem involuntariamente com a intenção de pegar seu celular ou de alcançar o lugar onde você normalmente o deixa? Como você reage ao som de cada nova mensagem – ou à ausência dele?
Não são perguntas com respostas definitivas.
Traçar o limite entre hábito e patologia significa decidir o que queremos dizer com os termos "normal", "saudável" e "aceitável".
E se a tecnologia excede em algo, é justamente em mudar velhas normas rapidamente.
Passei anos tentando avaliar nosso relacionamento com a tecnologia e ainda me vejo sendo puxado em duas direções diferentes.
Por um lado, como disse o filósofo Julian Baggini, "o homem pode estar mudando, mas em muitos aspectos ele continua o mesmo". Podemos ler romances da Grécia Antiga e compreender quando o autor fala de raiva, paixão, patriotismo e confiança, por exemplo.
Por outro lado, as tecnologias digitais significam que as relações com os outros e com o mundo foram estendidas e ampliadas para um nível nunca antes experimentados.
Como argumentam filósofos como Andy Clark e David J. Chalmers, a mente é uma colaboração entre o cérebro na cabeça e equipamentos como o telefone nas mãos. O "eu" é um sistema complexo que envolve as duas coisas.
É esse impacto exponencial de tecnologia da informação que representa o maior problema para tudo o que julgávamos ser normal, equilibrado, autoconhecido e auto-regulado.
Vivemos em uma era em que nossas patologias são aquelas do excesso.

Dando um tempo
Será que precisamos de uma desintoxicação? Bem, isso não necessariamente funciona, nem para a saúde física nem para a saúde mental.
O melhor é encarar os fatos e começar a aproveitar a intimidade de um relacionamento que só tende a ficar cada vez mais próximo: aquele entre os cérebros de cada indivíduo e as redes de automação que estão sendo tecidas entre eles.
Afinal, estamos despejando nossas horas e minutos não apenas em uma tela, mas sim na mais complexa e abrangente rede de mentes humanas que já existiu, cada uma mais capaz do que o computador mais rápido.
Se fico fascinado, impressionado, superenvolvido, distraído e deliciado com tanta frequência, é por que há outras pessoas lá fora peneirando e refratando esse mundo de informações de volta para mim.
Só conseguirei mudar isso se puder encontrar outras pessoas com quem posso formar novos hábitos e novos modelos de funcionar.
Tom Chatfield - escritor britânico                                                                                                                         Especial para BBC Future. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Conselho da ONU cria relatoria especial sobre direito à privacidade

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O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou hoje (26) uma resolução proposta pelo Brasil e Alemanha, em parceria com Áustria, Liechtenstein, México, Noruega e Suíça, criando a relatoria especial sobre o direito à privacidade na era digital. A adoção foi aprovada por consenso pelo conselho.

De acordo com Ministério das Relações Exteriores, a relatoria terá mandato inicial de três anos e deverá reunir informações relevantes sobre o direito à privacidade, com a identificação de obstáculos à proteção do direito.

Também poderá tomar medidas para promover a defesa do direito à privacidade, além de relatar violações e submeter ao conselho casos mais graves. O relator especial deverá apresentar relatórios anuais ao conselho e à Assembleia Geral da ONU.

Em nota, o governo brasileiro comemorou a adoção da resolução pelo conselho da ONU e lembrou que a iniciativa dá seguimento à resolução sobre direito à privacidade na era digital, aprovada em dezembro de 2014 pela Assembleia Geral da ONU.

“Por meio desta resolução, a Assembleia Geral instou o Conselho de Direitos Humanos a considerar a possibilidade de estabelecer um mandato para promoção e proteção do direito à privacidade. O Brasil, juntamente com os demais membros que apresentaram a resolução, conduziu as negociações que culminaram com a instituição do novo relator especial do Conselho de Direitos Humanos”, acrescentou a nota do Itamaraty.
Agência Brasil

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Seis aplicativos para identificar ligações de números ocultos

Telefone celular (Foto: Thinkstock)
Muitas chamadas de números restritos ou não identificados vêm de empresas de telemarketing tentando vender produtos que não solicitamos.
Mas também podem ser chamadas de empresas que parecem ter origem no exterior. Ou até de alguém cujo número de telefone não está guardado na sua agenda.

Ocasionalmente, você acaba atendendo e a ligação é um spam.
Para que isso não aconteça, você pode usar aplicativos que identificam números desconhecidos. A BBC Mundo selecionou seis deles, quatro do sistema Android e dois que também estão disponíveis para iOS.

1. TrapCall

Esse aplicativo está disponível para Android e iOS. Foi desenvolvido pela companhia americana Tel Tech, de Nova Jersey, Estados Unidos. O serviço custa US$ 5 por mês.
Ele funciona da seguinte maneira: quando se recebe uma chamada de número desconhecido, é possível recusá-la apertando duas vezes um botão de bloqueio. Em seguida o app envia uma mensagem de texto com o telefone de quem fez a chamada e se ele está vinculado a um endereço específico.
O aplicativo também oferece a opção de incluir os números não desejados em uma lista negra.
"Ele não foi desenvolvido para espiões nem para fanáticos em tecnologia", disse o presidente da TelTech, Meir Cohen, no lançamento do aplicativo. "Todo mundo odeia receber chamadas de números ocultos. Todos querem ter a opção de saber quem está chamando e ter a opção de atender ou não".

2. True Caller

Sua desenvolvedora, a empresa sueca True Software Scandinavia AB, afirma que o app tem mais de 85 milhões de usuários em todo o mundo.
Ele está disponível para iOS, Android, BlackBerry OS e Windows Phone, entre outros. Também se pode usar o serviço por meio de sua página na internet.
Ele funciona com uma base de dados de milhões de números previamente identificados. Depois de reconhecê-los, o aplicativo permite que eles sejam bloqueados. O programa também pesquisa na internet informações relacionadas a quem fez a chamada.

3. Contative

Esse app gratuito foi idealizado pelo espanhol Iñaki Berenguer, que em 2013 fundou a start up Klink – que recentemente comprou a companhia britânica ThinkingPhones.
Ele serve para identificar números desconhecidos e seus desenvolvedores dizem que ele pode revelar mais de 600 milhões de números.
O que ele faz é automatizar e agilizar uma busca que qualquer usuário poderia fazer, mas que levaria tempo.
Qualquer pessoa poderia buscar um número de telefone na internet e possivelmente encontraria um nome vinculado a ele. Com o nome seria possível buscar mais informações no Facebook, no LinkeIn, ou na Wikipedia. O Contactive faz isso em segundos.

4. Track Caller Location

Criado pela desenvolvedora de softwares Smartlogic, com sede nos Estados Unidos e no Reino Unido, esse app pode ser baixado gratuitamente desde outubro do ano passado.
Para utilizá-lo não é preciso estar conectado à internet. Além de ter as mesmas funções dos aplicativos descritos acima, o Track Caller Location permite descobrir a localização do autor da chamada, desde que o celular dele use sistema GSM.

5. Whoscall

A empresa que o desenvolveu, a Gogolook, de Taiwan, diz que o aplicativo gratuito filtra 20 milhões de chamadas por dia e identifica meio milhão delas como problemáticas ou desonestas.
Da mesma forma que o Contactive, o Whoscall identifica as ligações a partir de uma base de dados de 600 milhões de números, segundo a empresa.
Uma vez identificados os números não desejados, o app permite bloquear suas ligações e mensagens de texto.

6. Whos Calling?

O aplicativo do desenvolvedor BadAix é similar ao anterior da lista, Whoscall.
Porém, ele é capaz de detectar quem está por trás de um texto de WhatsApp, inclusive quando o usuário não se identifica por um nome no serviço de mensagens eletrônicas.
Ele também permite reconhecer a origem dos textos enviados pelo Messenger da rede social Facebook e oferece a possibilidade de configurar smartphones para que filtrem as chamadas em função dos contatos .
Com esses aplicativos você pode configurar sua própria lista negra de números de telefone não desejados e evitar assim um aborrecimento.
BBC Brasil

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novembro Azul lembra importância da prevenção do câncer de próstata

Monumentos são iluminados de azul em apoio à campanha Novembro Azul para chamar a atenção dos homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata (Valter Campanato/Agência Brasil)

Depois do mês dedicado ao combate ao câncer de mama, o Outubro Rosa, quando vários prédios públicos foram iluminados de rosa para chamar atenção sobre a doença, chegou a vez do Novembro Azul, para destacar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Ontem (3), em sessão solene, o Congresso Nacional lembrou a passagem dos 26 anos do Dia Nacional de Combate ao Câncer – Saúde do Homem, para debater o tema.

Após a sessão, o prédio do Congresso passou a ostentar iluminação azul que ficará ao longo do mês de novembro, a fim de chamar a atenção dos homens para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) chamou a atenção para a necessidade do exame urológico, o toque retal, principal forma de prevenir a doença. “Peço que os homens não deixem de recorrer ao médico somente quando a doença já estiver instalada”, afirmou o deputado, que é urologista.

Ele disse que é preciso combater o preconceito por parte dos homens que relutam em não fazer o exame. “A prevenção é decisiva para evitar que a doença se instale. Precisamos estar mais conscientes e deixar os preconceitos de lado”, completou.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que este é o sexto tipo mais comum de câncer no Brasil e o segundo mais frequente em homens, após os tumores de pele. No ano passado, foram identificados mais de 60 mil novos casos da doença.

Considerada uma doença da terceira idade, devido ao fato de três quartos dos casos ocorrerem em homens acima dos 60 anos, o câncer de próstata pode demorar a se manifestar, o que exige exames preventivos constantes para não ser descoberto em estágio avançado e potencialmente fatal.

A doença acontece quando as células da próstata, glândula responsável, juntamente com as vesículas seminais, pela produção do esperma, começam a se multiplicar de forma desordenada. Como forma de prevenção é recomendado que todos os homens, a partir dos 40 anos façam o exame de toque retal. Descoberta na fase inicial, a doença, quando tratada, tem baixa mortalidade.

Amanhã (4), a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara promoverá o 7º Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, das 14h às 18h. Originário da Austrália, o Movimento Novembro Azul é uma campanha de combate ao câncer de próstata da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida e com o apoio da Frente Parlamentar de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Agência Brasil

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

ANAC facilita a liberação de eletrônicos a bordo



 A partir de hoje (30/10) todas as companhias aéreas brasileiras poderão solicitar à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), de forma mais simplificada, a liberação de eletrônicos a bordo em todas as fases do voo. Esses eletrônicos são chamados de dispositivos eletrônicos portáteis (Portable Equipment Devices – PED) e incluem celulares, tablets, câmeras fotográficas, entre outros. Para autorizar o uso desses equipamentos a bordo pelos passageiros, principalmente durante pousos, decolagens e taxiamento da aeronave, a ANAC publicou hoje (30/10), no Diário Oficial da União, a Instrução Sumplementar (IS) nº 91.21-001, que vai facilitar o processo de solicitação de autorização das companhias aéreas brasileiras junto à Agência.

Para obter a autorização e permitir que os passageiros sejam beneficiados, as empresas aéreas devem cumprir os requisitos exigidos nos normativos já existentes da ANAC, que incubem às companhias a responsabilidade por assegurar que o uso desses equipamentos pelos passageiros em todas as fases do voo não causa interferências nos sistemas de comunicação e navegação de suas aeronaves. Como forma de auxiliar as empresas nesta determinação, a nova IS apresenta um método padronizado e aceitável pela Agência.

Atualmente, o uso de dispositivos eletrônicos portáteis (PED) a bordo de aeronaves possui diversas limitações tais como a proibição do uso de celulares (emissores intencionais) durante todo o voo e a utilização de alguns PED (emissores não intencionais) somente na fase de cruzeiro (mais de 10.000 pés acima do nível do solo).

Esta Instrução Suplementar deve auxiliar as companhias aéreas brasileiros a realizar uma análise de sua frota, determinando se é segura a expansão do uso de PED a bordo em outras fases de voo, além da fase de cruzeiro.

Se o resultado desta análise permitir a expansão, os principais diferenciais em relação às práticas atuais devem ser:

1. a permissão do uso de PED emissores não intencionais (equipamentos que não possuem antenas transmissoras ou com modo de transmissão desativado, tais como tablets e celulares em “modo voo”) durante todo o voo; e

2. a permissão do uso de aparelhos celulares como modo de transmissão ativado, após o pouso, durante o táxi até o portão de desembarque.

A ANAC havia recebido algumas solicitações de empresas brasileiras para expansão do uso de PED e deve receber outros com a publicação desta IS. Os processos recebidos estão em análise pela Agência e, a partir da publicação da IS, a avaliação final e eventual aceitação para expansão poderá ser concretizada. A IS brasileira foi elaborada com base em estudos feitos pela agência reguladora da aviação civil dos Estados Unidos - Federal Aviation Administration (FAA).
ANAC

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Comer frutas e legumes todos os dias ajuda a ser mais feliz, diz estudo

Legumes

Comer dez porções de frutas e legumes todos os dias ajuda a melhorar a saúde física e mental e aumenta o sentimento de felicidade, segundo estudo divulgado hoje (22) pela Universidade de Queensland, na Austrália.

O cientista Redzo Mujcic disse à estação local ABC que seu trabalho comparou as escolhas feitas por cerca de 12 mil pessoas no consumo de frutas e verduras com os níveis de satisfação, estresse, vitalidade e outros indicadores da saúde mental.

“Comer umas cinco frutas e legumes (por dia) faz a pessoa mais feliz”, comentou Mujdical ao referir-se aos pontos analisados.

Além disso, o estudo mostra que os efeitos positivos da maior quantidade de frutas e legumes na alimentação são mais fortes nas mulheres, embora se desconheçam as razões para essa influência.

Mujdic considerou que se a saúde mental está realmente ligada à ingestão e frutas e legumes, os responsáveis pelo desenvolvimento das políticas governamentais deveriam promover maior consumo desses alimentos.
Agência Brasil

Lontra rouba câmera de fotógrafo e registra "selfie" em zoológico no Reino Unido


"Eu tinha acabado de colocar a câmera no chão quando a lontra veio até a grade e a segurou com as duas patas. Eu comecei a rir quando me dei conta e sabia que ela tinha tirado uma foto engraçada", explicou Humphreys ao Daily Mail. 

De acordo com o gerente do centro, Dan Baker, a lontra chamada Musa gosta de interagir com os visitantes e de brincar com objetos que refletem.Owen Humphreys, fotógrafo da agência nacional de notícias britânica Press Association , publicou na última terça-feira (15/4) em seu Twitter uma "selfie" diferente. Em visita ao zoológico WWT Washington Wetland Centre, uma lontra agarrou seu equipamento e registrou o curioso auto-retrato.
Portal Imprensa