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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Legiões de super-heróis invadem as páginas do Facebook no Dia das Crianças



Aos poucos, as fotos sisudas ou brincalhonas ou sensuais ou, simplesmente, inexpressivas, têm cedido lugar na maior rede social do mundo por mafaldas, mônicas e seus fiéis sansões, hulks, peanuts, homens aranhas e até surfistas prateados. Uma campanha viral começou na noite passada e, nesta quinta-feira, muitos não compreenderam bem a ideia de se apresentar como o herói preferido na infância, em um movimento de apoio às crianças até o dia 12 de Outubro, nascido no Facebook.

– É, sim, uma forma de lembrar que todos nós fomos crianças um dia e, no Dia das Crianças, o mais importante é preservar o direito de cada uma sonhar, brincar, se divertir como toda criança deve fazer. É quase aquela campanha de, em vez de uma roupa ou um sapato, dar um brinquedo de presente. É muito legal isso – disse a Wilma, do seriado Os Flintstones.

Para a heroína japonesa Haruno, é mais uma força para a criançada deixar um pouco de lado a TV e se sujar mais no quintal.

– Tem hora pra tudo. O que não pode acontecer é a turma ficar na frente da TV ou do computador enquanto pode descobrir o mundo lá fora. É mais emocionante – lembra a heroína do desenho inspirado em um mangá japonês.

Em questão de minutos, as páginas do Facebook foram dominadas por hostes inteiras de seres imaginários, habitantes de mundos que orbitam os sóis de galáxias escondidas na memória de quem se divertia à valer, nas tardes chuvosas de inverno, com a leitura dos gibis e tantas aventuras inesquecíveis. O incrível Surfista Prateado, em suas ondas perfeitas de energia na imensidão do espaço exterior, lembra que o procedimento é extremamente fácil e pode ser feito por qualquer criança.

– É só mudar a foto do perfil e passar a fazer parte do Dia das Crianças no Facebook – conclui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nossa homenagem a um sujeito genial

Japoneses criam projeção 3D capaz de ser tocada

Pesquisadores da Universidade de Keio (Japão) criaram um dispositivo 3D que dispensa o uso de óculos e reproduz imagens que podem ser apalpadas. Segundo o site Akihabara News, os personagens holográficos reproduzidos pelo RePro3D podem ser tocados fisicamente. 


Para reconhecer os movimentos das mãos e, assim, fazer com que o personagem reaja instantaneamente, a equipe utiliza uma câmera infravermelha. Segundo os criadores, A tecnologia utilizada permite que as pessoas realmente sintam o toque no objeto, no local exato onde está acontecendo a ação. 



"A tecnologia utiliza materiais especiais com características retro-reflexivas. Esse tipo de material reflete, no mesmo ângulo, a luz que entrou", diz Keitaro Shimizu, um dos pesquisadores. É isso que faz com que o usuário possa "tocar" nos objetos imaginários.



A equipe ainda pretende ir além. Eles estão construindo um objeto que imita a sensação do toque, utilizando um dispositivo tátil nos dedos do usuário. "Há muitos personagens atraentes nas animações e jogos, mas eles só existem dentro das telas, o que nos deixa um pouco solitários. Nós queremos trazê-los para o mundo real", completa Keitaro.


Veja abaixo um vídeo explicativo da invenção:







terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rock in Rio opõe estilos e gerações musicais

Desde a primeira edição, em 1985, o Rock in Rio teve programação demarcada pela diversidade de estilos. Em 2011, reuniu de Steve Wonder, Shakira, Lenny Kravitz à banda Guns N'Roses (FOTO ANDRE DURAO E VANDERLEI ALMEIDA/AFP)

Encerrado no último o Rock in Rio se despediu de uma imensa legião de fãs, confirmando uma próxima edição para 2013. Entre as principais críticas, segurança e mobilidade são colocadas como principal desafio para a organização

A discussão sobre o quanto teve de rock e de pop nesta edição do festival escondeu uma outra questão importante no Rock in Rio 2011. Mais do que estilos musicais, o evento colocou em oposição gerações diferentes.

Desde o Rock in Rio inicial, em 1985, a diversidade musical foi bandeira clara a ser defendida. Basta lembrar o primeiro line-up, que colocou lado a lado AC/DC, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Erasmo Carlos, James Taylor e Elba Ramalho.

Mais do que ser pop ou rock, bom ou ruim, a escalação de artistas como Stevie Wonder e Ke$ha numa mesma noite traz o confronto de duas maneiras de se consumir música pop.

Ele, um gênio musical recordista do prêmio Grammy e regravado por centenas de astros pop. Representante de uma época em que a música era quase sacra, espelho de mudanças comportamentais profundas e item de consumo durável, traduzido em preciosas discotecas caseiras.

Ela, uma garota que não tem talento para criar canções que mudem a vida das pessoas e se tornem itens de adoração perene, mas muito esperta para captar tendências e formar uma persona pop interessante. Faz música para consumo urgente, som com prazo de validade curto. Se não impacta musicalmente, o visual agressivo e a “atitude” de sexo, uísque e rock and roll ajuda.

Plateia díspar

Dentro de cada proposta, o mestre e a mocinha podem fazer shows que satisfaçam a seus fãs tão díspares. Foi o que aconteceu na última quarta-feira no Rock in Rio. O problema é reunir esses dois tipos de fãs numa mesma plateia. 
Essa diversidade, que está praticamente no código genético do festival, pode ser tão louvável quanto difícil de administrar.

Filas menores para comprar comida, um esquema mais eficiente de ônibus ligando os bairros cariocas à sede do evento e mais policiamento são medidas que já deixaram melhor os últimos dias do festival.

Mas a maneira de escalar as bandas para causar menos estranheza a um ou outro artista é uma pergunta que ainda espera resposta.

Neste Rock in Rio, o dia que mais chegou perto dessa unificação foi o primeiro domingo (25), reconhecido como o “dia do metal”. Apenas o grupo brasileiro Glória foi vaiado, mas nesse caso trata-se de um problema de qualidade, não de adequação ao gênero pesado.

Com o heavy metal fica mais tranquilo fazer essa divisão, por ser um gênero musical com regras claras e até certo ponto rígidas --cabelo comprido, camiseta preta, vocal gritado, guitarristas velozes, volume bem alto.

Quando se tenta colocar juntos Coldplay, Maroon 5 e Jota Quest, o rótulo de pop rock mostra uma elasticidade que permite o cruzamento de fãs bem diferentes na mesma plateia.

Um Rock in Rio 2013 mais seguro e de fácil acesso é obrigação dos organizadores. Mas fazê-lo buscando um público mais afinado a cada noite é ter um tremendo abacaxi nas mãos.
Thales de Menezes, da Folhapress

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Greves de bancários e nos Correios continuam; veja o que fazer



Os bancários e os trabalhadores dos Correios em greve prometem continuar com as paralisações nesta semana.

As agências dos Correios devem permanecer fechadas pelo menos até a próxima terça-feira (4), quando as categorias terão novas rodadas de negociação.

Para Correios, decisão judicial não impede corte de ponto de grevistas.
Sem diálogo, aumenta adesão a greve de bancários e nos Correios.

Veja, abaixo, o que fazer para evitar problemas com as paralisações.

Os Correios e os trabalhadores terão audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para decidir sobre a continuidade da paralisação. Amanhã a greve completa 20 dias. A reunião é a primeira etapa de um procedimento com o objetivo de estabelecer um acordo no âmbito judicial. Sem consenso, o caso pode ir a julgamento.

Ao longo da última semana, não houve avanço nas negociações entre representantes dos funcionários e a direção da empresa.

Os bancários, por sua vez, prometem intensificar o movimento grevista, que amanhã completa sete dias. "Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira).

O comando nacional de greve, que reclama do "silêncio" da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), vai se reunir amanhã em São Paulo. Segundo a Contraf-CUT, a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações.

De acordo com a Contraf, na sexta-feira (30), foram paralisadas 7.865 agências e centros administrativos dos bancos. Há, no país, cerca de 20 mil agências bancárias.
Folha